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Introdução: Não me atrevo à cura. Interessa-me mais o desenvolvimento psíquico.

Atualizado: 21 de jun.



Formei-me psicólogo em 1999 e comecei imediatamente a atender. Naquele momento acreditava que a psicologia, apesar de suas divergências teóricas, possuía ao menos alguma concordância sobre a natureza do sofrimento humano. Com o passar dos anos, descobri que essa suposição era ingênua.
A diversidade de escolas psicológicas não representa apenas diferentes técnicas de intervenção. Ela revela algo mais profundo: diferentes concepções sobre o que é o ser humano, sobre o que é sofrer e sobre o que significa viver bem.

Em poucas áreas do conhecimento encontram-se tantas explicações concorrentes para um mesmo fenômeno. Um ortopedista, um cardiologista ou um fisioterapeuta podem divergir em aspectos específicos de um tratamento, mas costumam compartilhar uma compreensão relativamente estável do objeto que estudam. Em psicologia, frequentemente a própria natureza do fenômeno observado é motivo varidas concepções.
Após mais de duas décadas de clínica, essa constatação deixou de ser apenas uma curiosidade acadêmica e passou a ser um problema prático. Afinal, se não compreendemos adequadamente a origem do sofrimento, como podemos pretender reduzi-lo?
Foi dessa inquietação que nasceu o MEGAH – Método Eduardo Garcia de Autonomia Hipnótica. Não como uma teoria acabada. Tampouco como uma proposta revolucionária. Nasce como investigação e direção para o alívio do sofrimento psíquico.
Este blog será o registro público dessa investigação. Aqui estarão meus estudos, minhas leituras, minhas hipóteses, meus erros e eventuais descobertas.
O conhecimento que não admite revisão transforma-se em crença. O conhecimento que permanece aberto à observação, à crítica e à experiência pode continuar evoluindo.
Por essa razão, não pretendo concluir esta investigação, mas desenvolvê-la continuamente. Algumas hipóteses aqui apresentadas serão fortalecidas. Outras serão reformuladas. Algumas talvez sejam abandonadas.
O compromisso do MEGAH não é com a preservação de uma teoria, mas com sua capacidade de aperfeiçoar-se sempre que uma compreensão melhor do ser humano se apresentar.
Se existe um objetivo, não é alcançar uma explicação definitiva do sofrimento humano, mas aproximar-se progressivamente de formas mais eficientes de compreendê-lo e de promover autonomia, desenvolvimento psíquico e bem-estar.
O QUE O MEGAH PROPÕE COMO DIREÇÃO CLÍNICA.
Em termos gerais, o método busca compreender como emoções, interpretações cognitivas e respostas orgânicas se organizam em ciclos de equilíbrio e desregulação.

A autonomia, no contexto do MEGAH, refere-se à capacidade do indivíduo de reconhecer seus estados emocionais, sustentar um espaço de reflexão sobre eles e realizar escolhas de ação que não sejam determinadas exclusivamente pela intensidade imediata dessas experiências internas.
A direção clínica do MEGAH não se orienta pela eliminação das emoções, mas pelo desenvolvimento da capacidade de percebê-las, regulá-las e integrá-las, preservando a possibilidade de escolha consciente diante delas.
Nesse contexto, a hipnose surge como um recurso técnico possível para acessar, reorganizar e trabalhar conteúdos emocionais por meio da imaginação, da memória e de processos de reestruturação experiencial.
O MEGAH se constitui como uma investigação em curso, continuamente ajustada a partir de estudos profundos, da prática clínica e da observação dos fenômenos psíquicos.
 
 
 
 

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                                                                                                                                               CRP- 06.57734

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Fabiana Rosa
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